Ou você para de ser tão sensível, ou para de chorar pelos cantos quando tudo der errado.
Vocês já assistiram Cobra Kai? Se sim, sabe como o Johnny Lawrence ensinava os alunos a serem “casca-grossa” e não gostava de choradeira? Pois é, essa é a vibe que quero trazer para o texto de hoje.
Uma das maiores armadilhas para uma pessoa que sente demais, é a inevitabilidade do fracasso. Quando alguém é muito sensível, seja às próprias emoções, ou às emoções alheias, tudo é demais. Eu lembro de já ter sido assim, não faz muito tempo, em que tudo era demais para mim, e eu reclamava de tudo. Peço desculpas para quem me aguentou nessa fase.
A verdade, é que as coisas vão dar errado. Isso é inevitável. Você terá sucessos na vida, mas vai tropeçar e cair muito durante o processo. Se você for parar para chorar a cada queda, você nunca vai ter sucesso, nunca vai chegar onde quer, e o mais perigoso, você vai me irritar, porque eu não posso consertar o seu problema!
Hoje eu quero te encorajar a parar de ser sensível. Para de sentir tudo demais. Finja que o mundo é um tabuleiro de xadrez, e que você está jogando. Que cada queda sua, cada decepção ou falha, na verdade, é um peão que você sacrificou. Eu não fiz isso intencionalmente, mas virou a forma como eu vivo a minha vida.
No xadrez, às vezes você entrega uma peça valiosa para garantir uma posição melhor no futuro. A sensibilidade é o peão que você precisa sacrificar. Ela é valiosa porque te torna humano, mas é um estorvo se for te impedir de enxergar o objetivo final. Se você chora por um peão perdido, você não está jogando para ganhar.
O que é mais importante: o conforto momentâneo de se lamentar por algo que não tem mais jeito, ou a força mental para levantar a cabeça e pensar nos próximos dez movimentos?
Eu sei que você pensa que a sua dor é única, que a sua frustração é a mais pesada. Sinto te dizer: não é. Todo mundo falha. A diferença é que os vencedores não passam a noite revirando o fracasso. Eles analisam, tiram a lição — ou a 'jogada' — e seguem adiante.
Pare de se tratar como uma porcelana que vai quebrar no primeiro impacto. Você não é frágil, você é um jogador que está em campo. E em campo, a gente leva chute, a gente cai, a gente se suja. A única regra que importa é: levante-se e continue correndo.
A partir de agora, quando algo der errado (e vai dar), eu quero que você se pergunte:
Isso me mata? (Se a resposta for não, siga em frente.)
Qual a lição aqui? (Seja honesto.)
Qual o meu próximo movimento no tabuleiro? (Planeje!)
A sensibilidade não te dá prêmios, ela te dá desculpas. Escolha a indiferença calculada de um estrategista. Escolha vencer.
No fim das contas, a vida não está interessada na sua dor. O seu chefe, os seus mentores, os seus amigos… Ninguém para o jogo porque você perdeu um peão ou levou um golpe. A única pessoa que pode decidir parar de chorar e começar a planejar é você.
Você começou a ler este texto com uma escolha: 'Ou você para de ser tão sensível, ou para de chorar pelos cantos quando tudo der errado.'
Se você conseguiu chegar até aqui sem se ofender, sem me chamar de insensível, e sem sentir que este texto é 'demais' para você, parabéns. Você está no caminho de se tornar casca-grossa.
Johnny Lawrence, com toda a sua truculência, no fundo, ensinou algo essencial: a vida não tem piedade, então você precisa ser forte. A verdadeira força não é a quebra, é a resiliência — a capacidade de voltar à forma original, ou melhor, de se moldar para ficar ainda mais resistente depois da queda.
Portanto, esqueça o choro de ontem. Sinta o golpe, aprenda a lição e olhe para o tabuleiro. O que você vai sacrificar hoje para ganhar amanhã?
A única resposta errada é não fazer movimento nenhum.
Faça a sua jogada.

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