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Escrever a mão faz eu me sentir como a Jane Austen, Mary Shelley, Charles Dickens... Você entendeu.

Uma das maiores (re)descobertas que fiz sobre a minha escrita nos últimos tempos é que eu consigo criar muito melhor quando estou diante de uma folha em branco e uma caneta, do que quando estou sentada na frente do computador. Por mais que meus cinco primeiros livros tenham sido feitos quase que 100% no computador, eu sentia uma leve ansiedade em relação ao produto final. Eu editava muito o texto e mexia muito em diagramação quando o foco devia ser terminar o primeiro rascunho. Passava horas em frente ao computador, escrevendo na base de uma "ansiedade criativa" — momento em que eu tinha muitas ideias e queria explorar tudo o quanto antes. Produzia bastante, mas terminava o livro exausta e com ansiedade para publicar. Era como se eu estivesse cheia de cafeína no meu sistema, mas sem ter tomado café. Foi quando, após um longo hiato, eu comecei o meu 6° livro (que ainda estou escrevendo e o plot é quase um segredo de estado). Escrevi os dois primeiros capítulos direto no comput...

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